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Jornalista do Estadão fala sobre ‘acabar com Flávio Bolsonaro’

A jornalista Constança Rezende teve suas conversas gravadas e está sendo denunciada

Nesta semana, o jornalista francês Jawad Rhalib, através de seu blog Mediapart, fez uma grave denúncia sobre o caso envolvendo o Senador Flávio Bolsonaro (PSL) e seu assessor Fabrício Queiroz.

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O francês revelou áudios de uma conversa com a jornalista do Estadão Constança Rezende. A jornalista, que foi a primeira a denunciar o filho de Jair Bolsonaro, atacou Flávio apenas para atingir o presidente e arruinar o seu mandato.

Leia trecho do artigo escrito por Rhalib:

“Esta jornalista do Estadão se chama Constança Rezende, a primeira jornalista a publicar artigos sobre Flavio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro. Nós cavamos e, felizmente a repórter concordou em conceder uma entrevista por telefone que gravamos para compreender suas motivações. Ao final, saímos com um registro que mostra uma imagem catastrófica dos meios de comunicação locais e instituições governamentais. Em dezembro 2018, Flavio Bolsonaro – então deputado estadual do Rio de Janeiro, senador Federal e filho do presidente Jair Bolsonaro – estava no centro de vários artigos controversos na mídia brasileira. De acordo com a cobertura inicial, a COAF do Brasil publicou um relatório detalhando pagamentos questionáveis ​​de 1,2 milhões de reais pagos entre 2016 e 2017 para Fabricio Queiroz, motorista Flavio Bolsonaro. Muito rapidamente, os relatos da mídia foram seguidos de uma investigação contra Flavio Bolsonaro (…)

A conversa gravada com a jornalista Constança Rezende revelou a verdadeira motivação por trás da cobertura negativa da mídia, que era “arruinar” o presidente Jair Bolsonaro. Revela que eles não estão interessados ​​nos fatos, mas simplesmente em usar histórias negativas, muitas vezes inventadas, sobre a família do presidente Bolsonaro que foi eleito democraticamente.

Constança Rezende está com documentos não públicos que foram ilegalmente divulgados ao COAF. Ela publicou seu primeiro artigo contra Flavio Bolsonaro com base em documentos escritos há mais de um ano. No entanto, eles foram divulgados apenas em dezembro de 2018, logo após as eleições gerais de Outubro e antes da posse de Jair Bolsonaro em janeiro de 2019. Quem se beneficia com este comunicado de imprensa? Além das motivações do COAF?

Vamos ser claros: eu não sou um defensor de Bolsonaro, mas eu acho que estão usando o poder da mídia para atacar um presidente através de seu filho e isso é inaceitável para o jornalista que sou.”

Também, o jornalista L. Todd Wood, do jornal The Washington Times, denunciou a tentativa de atingir Jair Bolsonaro:

“Não foi nenhuma surpresa quando uma fonte me mostrou evidência de que um documento vazado após a eleição de Jair Bolsonaro à presidência (a meta era antes de sua posse) com o objetivo de iniciar uma investigação, foram possivelmente parte de um esquema elaborado pela esquerda para derrubar um presidente conservador. Muito parecido com o que está acontecendo nos Estados Unidos contra o presidente Trump.”

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Leia abaixo a transcrição da conversa (traduzida) e ouça os áudios em inglês:

[Gravação 1] Constança Rezende declara claramente que só escreveu sobre o caso de Flavio Bolsonaro para arruinar o presidente Jair Bolsonaro:

Rezende: E nós estamos, estamos fazendo apenas isso, acho que minha vida está destruída, porque …

Entrevistador: Hmm, sério?

Rezende: Eu só faço isso [..] esse caso que pode comprometer…está arruinando Bolsonaro.

Gravação 1

[Gravação 2] Rezende teme que a investigação sobre Flávio Bolsonaro nunca se materializem, porque neste caso não haveria “processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Rezende: Eu acho que minha maior preocupação é que isso nunca aconteça novamente, sobre essa investigação. É uma grande frustração.

Entrevistador: Uau.

Rezende: Para mim.

Entrevistador: Sim, tenho certeza.

Rezende: Porque eu acho que é um caso de impeachment.

O COAF divulgou documentos ilegais à Constança Rezende

Gravação 2

[Gravação 3] Rezende descreve como documentos não públicos sobre Flávio Bolsonaro foram divulgados a ela pelo COAF:

Entrevistador: Pode-se dizer que é como algo financeiro? É como se fosse uma organização do governo ou como uma organização privada.

Rezende: organização governamental, organização governamental.

Entrevistador: Posso perguntar como se chama?

Rezende: O nome é COAF.

Entrevistador: CO?

Rezende: COAF, é C-O-A-F

Entrevistador: COAF?

Rezende: COAF.

Entrevistador: Ok.

Rezende: Sim.

Entrevistador: Você falou com eles? Ou pediu documentos a eles, ou você fala com pessoas que trabalham lá? Ou isso é público?

Rezende: Sim, eu tenho esses documentos.

Palestrante: São documentos seus? De onde eles vêm?

Rezende: Não. Não é público, mas temos jornalistas aqui para receber de fontes.

Entrevistador: Oh, uau.

Rezende: Estes, esses documentos, então eu tenho …

Gravação 3

[Gravação 4] Rezende garante que os documentos são autênticos e oficiais.

Entrevistador: Então, você sabe que o material que você está obtendo é verdadeiro? Porque conhece a pessoa com quem você está conversando.

Rezende: É real, é real.

Entrevistador: Ele é real? Não, eu não estou questionando.

Rezende: Eles não escreviam sobre isso ou investigaram isso até depois da eleição e depois disso eles começaram a investigação [..] Mas só depois da eleição. Somente depois escrevemos sobre isso porque o caso foi interrompido, eles não fizeram nada com esses documentos. Eles começaram a fazer só agora”.

Gravação 4

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